ENUNCIADOS

Enunciados atualizados até o XXXV FONAJE

Enunciados Cíveis

ENUNCIADO 1 – O exercício do direito de ação no Juizado Especial Cível é facultativo para o autor.
ENUNCIADO 2 – Substituído pelo Enunciado 58.
ENUNCIADO 3 – Lei local não poderá ampliar a competência do Juizado Especial.
ENUNCIADO 4 – Nos Juizados Especiais só se admite a ação de despejo prevista no art. 47, inciso III, da Lei 8.245/1991.
ENUNCIADO 5 – A correspondência ou contra-fé recebida no endereço da parte é eficaz para efeito de citação, desde que identificado o seu recebedor.
ENUNCIADO 6 – Não é necessária a presença do Juiz Togado ou Leigo na Sessão de Conciliação.
ENUNCIADO 7 – A sentença que homologa o laudo arbitral é irrecorrível.
ENUNCIADO 8 – As ações cíveis sujeitas aos procedimentos especiais não são admissíveis nos Juizados Especiais.
ENUNCIADO 9 – O condomínio residencial poderá propor ação no Juizado Especial, nas hipóteses do art. 275, inciso II, item b, do Código de Processo Civil.
ENUNCIADO 10 – A contestação poderá ser apresentada até a audiência de Instrução e Julgamento.
ENUNCIADO 11 – Nas causas de valor superior a vinte salários mínimos, a ausência de contestação, escrita ou oral, ainda que presente o réu, implica revelia.
ENUNCIADO 12 – A perícia informal é admissível na hipótese do art. 35 da Lei 9.099/1995.
ENUNCIADO 13 – Os prazos processuais nos Juizados Especiais Cíveis, contam-se da data da intimação ou ciência do ato respectivo, e não da juntada do comprovante da intimação, observando-se as regras de contagem do CPC ou do Código Civil, conforme o caso (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 14 – Os bens que guarnecem a residência do devedor, desde que não essenciais a habitabilidade, são penhoráveis.
ENUNCIADO 15 – Nos Juizados Especiais não é cabível o recurso de agravo, exceto nas hipóteses dos artigos 544 e 557 do CPC. (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ ES).
ENUNCIADO 16 – Cancelado.
ENUNCIADO 17 – Substituído pelo Enunciado 98 (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 18 – Cancelado.
ENUNCIADO 19 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 20 – O comparecimento pessoal da parte às audiências é obrigatório. A pessoa jurídica poderá ser representada por preposto.
ENUNCIADO 21 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 22 – A multa cominatória é cabível desde o descumprimento da tutela antecipada, nos casos dos incisos V e VI, do art 52, da Lei 9.099/1995.
ENUNCIADO 23 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ ES).
ENUNCIADO 24 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ ES).
ENUNCIADO 25 – Substituído pelo Enunciado 144 (XXVIII FONAJE – Salvador/BA).
ENUNCIADO 26 – São cabíveis a tutela acautelatória e a antecipatória nos Juizados Especiais Cíveis (nova redação – XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 27 – Na hipótese de pedido de valor até 20 salários mínimos, é admitido pedido contraposto no valor superior ao da inicial, até o limite de 40 salários mínimos, sendo obrigatória à assistência de advogados às partes.
ENUNCIADO 28 – Havendo extinção do processo com base no inciso I, do art. 51, da Lei 9.099/1995, é necessária a condenação em custas.
ENUNCIADO 29 – Cancelado.
ENUNCIADO 30 – É taxativo o elenco das causas previstas na o art. 3º da Lei 9.099/1995.
ENUNCIADO 31 – É admissível pedido contraposto no caso de ser a parte ré pessoa jurídica.
ENUNCIADO 32 – Substituído pelo Enunciado 139 (XXVIII FONAJE – Salvador/BA).
ENUNCIADO 33 – É dispensável a expedição de carta precatória nos Juizados Especiais Cíveis, cumprindo-se os atos nas demais comarcas, mediante via postal, por ofício do Juiz, fax, telefone ou qualquer outro meio idôneo de comunicação.
ENUNCIADO 34 – Cancelado.
ENUNCIADO 35 – Finda a instrução, não são obrigatórios os debates orais.
ENUNCIADO 36 – A assistência obrigatória prevista no art. 9º da Lei 9.099/1995 tem lugar a partir da fase instrutória, não se aplicando para a formulação do pedido e a sessão de conciliação.
ENUNCIADO 37 – Em exegese ao art. 53, § 4º, da Lei 9.099/1995, não se aplica ao processo de execução o disposto no art. 18, § 2º, da referida lei, sendo autorizados o arresto e a citação editalícia quando não encontrado o devedor, observados, no que couber, os arts. 653 e 654 do Código de Processo Civil (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 38 – A análise do art. 52, IV, da Lei 9.099/1995, determina que, desde logo, expeça-se o mandado de penhora, depósito, avaliação e intimação, inclusive da eventual audiência de conciliação designada, considerando-se o executado intimado com a simples entrega de cópia do referido mandado em seu endereço, devendo, nesse caso, ser certificado circunstanciadamente.
ENUNCIADO 39 – Em observância ao art. 2º da Lei 9.099/1995, o valor da causa corresponderá à pretensão econômica objeto do pedido.
ENUNCIADO 40 – O conciliador ou juiz leigo não está incompatibilizado nem impedido de exercer a advocacia, exceto perante o próprio Juizado Especial em que atue ou se pertencer aos quadros do Poder Judiciário.
ENUNCIADO 41 – A correspondência ou contra-fé recebida no endereço do advogado é eficaz para efeito de intimação, desde que identificado o seu recebedor (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 42 – Substituído pelo Enunciado 99 (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 43 – Na execução do título judicial definitivo, ainda que não localizado o executado, admite-se a penhora de seus bens, dispensado o arresto. A intimação de penhora observará ao disposto no artigo 19, § 2º, da Lei 9.099/1995.
ENUNCIADO 44 – No âmbito dos Juizados Especiais, não são devidas despesas para efeito do cumprimento de diligências, inclusive, quando da expedição de cartas precatórias.
ENUNCIADO 45 – Substituído pelo Enunciado 75.
ENUNCIADO 46 – A fundamentação da sentença ou do acórdão poderá ser feita oralmente, com gravação por qualquer meio, eletrônico ou digital, consignando-se apenas o dispositivo na ata (nova redação – XIV Encontro – São Luis/MA).
ENUNCIADO 47 – Substituído pelo Enunciado 135 (XXVII FONAJE – Palmas/TO).
ENUNCIADO 48 – O disposto no parágrafo 1º do art. 9º da lei 9.099/1995 é aplicável às microempresas e às empresas de pequeno porte (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 49 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 50 – Para efeito de alçada, em sede de Juizados Especiais, tomar-se-á como base o salário mínimo nacional.
ENUNCIADO 51 – Os processos de conhecimento contra empresas sob liquidação extrajudicial, concordata ou recuperação judicial devem prosseguir até a sentença de mérito, para constituição do título executivo judicial, possibilitando a parte habilitar o seu crédito, no momento oportuno, pela via própria (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 52 – Os embargos à execução poderão ser decididos pelo juiz leigo, observado o art. 40 da Lei n° 9.099/1995.
ENUNCIADO 53 – Deverá constar da citação a advertência, em termos claros, da possibilidade de inversão do ônus da prova.
ENUNCIADO 54 – A menor complexidade da causa para a fixação da competência é aferida pelo objeto da prova e não em face do direito material.
ENUNCIADO 55 – Substituído pelo Enunciado 76.
ENUNCIADO 56 – Cancelado.
ENUNCIADO 57 – Cancelado.
ENUNCIADO 58 (Substitui o Enunciado 2) – As causas cíveis enumeradas no art. 275 II, do CPC admitem condenação superior a 40 salários mínimos e sua respectiva execução, no próprio Juizado.
ENUNCIADO 59 – Admite-se o pagamento do débito por meio de desconto em folha de pagamento, após anuência expressa do devedor e em percentual que reconheça não afetar sua subsistência e a de sua família, atendendo sua comodidade e conveniência pessoal.
ENUNCIADO 60 – É cabível a aplicação da desconsideração da personalidade jurídica, inclusive na fase de execução. (nova redação – XIII Encontro – Campo Grande/MS).
ENUNCIADO 61 – Cancelado (XIII Encontro – Campo Grande/MS).
ENUNCIADO 62 – Cabe exclusivamente às Turmas Recursais conhecer e julgar o mandado de segurança e o habeas corpus impetrados em face de atos judiciais oriundos dos Juizados Especiais.
ENUNCIADO 63 – Contra decisões das Turmas Recursais são cabíveis somente os embargos declaratórios e o Recurso Extraordinário.
ENUNCIADO 64 – Cancelado (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 65 – Cancelado (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 66 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 67 – Substituído pelo Enunciado 91.
ENUNCIADO 68 – Somente se admite conexão em Juizado Especial Cível quando as ações puderem submeter-se à sistemática da Lei 9099/1995.
ENUNCIADO 69 – As ações envolvendo danos morais não constituem, por si só, matéria complexa.
ENUNCIADO 70 – As ações nas quais se discute a ilegalidade de juros não são complexas para o fim de fixação da competência dos Juizados Especiais, exceto quando exigirem perícia contábil (nova redação – XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 71 – É cabível a designação de audiência de conciliação em execução de título judicial.
ENUNCIADO 72 – Substituído pelo Enunciado 148 (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 73 – As causas de competência dos Juizados Especiais em que forem comuns o objeto ou a causa de pedir poderão ser reunidas para efeito de instrução, se necessária, e julgamento.
ENUNCIADO 74 – A prerrogativa de foro na esfera penal não afasta a competência dos Juizados Especiais Cíveis.
ENUNCIADO 75 (Substitui o Enunciado 45) – A hipótese do § 4º, do 53, da Lei 9.099/1995, também se aplica às execuções de título judicial, entregando-se ao exeqüente, no caso, certidão do seu crédito, como título para futura execução, sem prejuízo da manutenção do nome do executado no Cartório Distribuidor (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 76 (Substitui o Enunciado 55) – No processo de execução, esgotados os meios de defesa e inexistindo bens para a garantia do débito, expede-se a pedido do exeqüente certidão de dívida para fins de inscrição no serviço de Proteção ao Crédito – SPC e SERASA, sob pena de responsabilidade.
ENUNCIADO 77 – O advogado cujo nome constar do termo de audiência estará habilitado para todos os atos do processo, inclusive para o recurso (XI Encontro – Brasília-DF).
ENUNCIADO 78 – O oferecimento de resposta, oral ou escrita, não dispensa o comparecimento pessoal da parte, ensejando, pois, os efeitos da revelia (XI Encontro – Brasília-DF).
ENUNCIADO 79 – Designar-se-á hasta pública única, se o bem penhorado não atingir valor superior a sessenta salários mínimos (nova redação – XXI Encontro- Vitória/ES)
ENUNCIADO 80 – O recurso Inominado será julgado deserto quando não houver o recolhimento integral do preparo e sua respectiva comprovação pela parte, no prazo de 48 horas, não admitida a complementação intempestiva (art. 42, § 1º, da Lei 9.099/1995) (nova redação – XII Encontro Maceió-AL).
ENUNCIADO 81 – A arrematação e a adjudicação podem ser impugnadas, no prazo de cinco dias do ato, por simples pedido (nova redação – XXI Encontro- Vitória/ES).
ENUNCIADO 82 – Nas ações derivadas de acidentes de trânsito a demanda poderá ser ajuizada contra a seguradora, isolada ou conjuntamente com os demais coobrigados (XIII Encontro – Campo Grande/MS).
ENUNCIADO 83 – Cancelado (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 84 – Compete ao Presidente da Turma Recursal o juízo de admissibilidade do Recurso Extraordinário, salvo disposição em contrário (nova redação – XXII Encontro – Manaus/AM).
ENUNCIADO 85 – O Prazo para recorrer da decisão de Turma Recursal fluirá da data do julgamento (XIV Encontro – São Luis/MA).
ENUNCIADO 86 – Os prazos processuais nos procedimentos sujeitos ao rito especial dos Juizados Especiais não se suspendem e nem se interrompem (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 87 – A Lei 10.259/2001 não altera o limite da alçada previsto no artigo 3°, inciso I, da Lei 9099/1995 (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 88 – Não cabe recurso adesivo em sede de Juizado Especial, por falta de expressa previsão legal (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 89 – A incompetência territorial pode ser reconhecida de ofício no sistema de juizados especiais cíveis (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 90 – A desistência do autor, mesmo sem a anuência do réu já citado, implicará na extinção do processo sem julgamento do mérito, ainda que tal ato se dê em audiência de instrução e julgamento (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 91 (Substitui o Enunciado 67) – O conflito de competência entre juízes de Juizados Especiais vinculados à mesma Turma Recursal será decidido por esta. Inexistindo tal vinculação, será decidido pela Turma Recursal para a qual for distribuído (nova redação – XXII Encontro – Manaus/AM).
ENUNCIADO 92 – Nos termos do art. 46 da Lei nº 9099/1995, é dispensável o relatório nos julgamentos proferidos pelas Turmas Recursais (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 93 – Substituído pelo Enunciado 140 (XXVIII FONAJE – Salvador/BA).
ENUNCIADO 94 – É cabível, em Juizados Especiais Cíveis, a propositura de ação de revisão de contrato, inclusive quando o autor pretenda o parcelamento de dívida, observado o valor de alçada, exceto quando exigir perícia contábil (nova redação – XXX FONAJE – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 95 – Finda a audiência de instrução, conduzida por Juiz Leigo, deverá ser apresentada a proposta de sentença ao Juiz Togado em até dez dias, intimadas as partes no próprio termo da audiência para a data da leitura da sentença (XVIII Encontro – Goiânia/GO).
ENUNCIADO 96 – A condenação do recorrente vencido, em honorários advocatícios, independe da apresentação de contra-razões (XVIII Encontro – Goiânia/GO).
ENUNCIADO 97 – O artigo 475, “j”, do CPC – Lei 11.323/2005 – aplica-se aos Juizados Especiais, ainda que o valor da multa somado ao da execução ultrapasse o valor de 40 salários mínimos (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 98 (Substitui o Enunciado 17) – É vedada a acumulação SIMULTÂNEA das condições de preposto e advogado na mesma pessoa (art. 35, I e 36, II da Lei 8906/1994 combinado com o art. 23 do Código de Ética e Disciplina da OAB) (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 99 (Substitui o Enunciado 42) – O preposto que comparece sem carta de preposição, obriga-se a apresentá-la no prazo que for assinado, para validade de eventual acordo, sob as penas dos artigos 20 e 51, I, da Lei nº 9099/1995, conforme o caso (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 100 – A penhora de valores depositados em banco poderá ser feita independentemente de a agência situar-se no Juízo da execução (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 101 – Aplica-se ao Juizado Especial o disposto no art. 285, a, do CPC (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 102 – O relator, nas Turmas Recursais Cíveis, em decisão monocrática, poderá negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em desacordo com Súmula ou jurisprudência dominante das Turmas Recursais ou de Tribunal Superior, cabendo recurso interno para a Turma Recursal, no prazo de cinco dias (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 103 – O relator, nas Turmas Recursais Cíveis, em decisão monocrática, poderá dar provimento a recurso se a decisão estiver em manifesto confronto com Súmula do Tribunal Superior ou Jurisprudência dominante do próprio Juizado, cabendo recurso interno para a Turma Recursal, no prazo de cinco dias (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 104 – Substituído pelo Enunciado 142 (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 105 – Cancelado (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 106 – Havendo dificuldade de pagamento direto ao credor, ou resistência deste, o devedor, a fim de evitar a multa de 10%, deverá efetuar depósito perante o juízo singular de origem, ainda que os autos estejam na instância recursal (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 107 – Nos acidentes ocorridos antes da MP 340/06, convertida na Lei nº 11.482/07, o valor devido do seguro obrigatório é de 40 (quarenta) salários mínimos, não sendo possível modificá-lo por Resolução do CNSP e/ou Susep (nova redação – XXVI Encontro – Fortaleza/CE).
ENUNCIADO 108 – A mera recusa ao pagamento de indenização decorrente de seguro obrigatório não configura dano moral (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 109 – Cancelado (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 110 – Substituído pelo Enunciado 141 (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 111 – O condomínio, se admitido como autor, deve ser representado em audiência pelo síndico, ressalvado o disposto no § 2° do art. 1.348 do Código Civil (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 112 – A intimação da penhora e avaliação realizada na pessoa do executado dispensa a intimação do advogado. Sempre que possível o oficial de Justiça deve proceder a intimação do executado no mesmo momento da constrição judicial (art.º 475, § 1º CPC) (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 113 – As turmas recursais reunidas poderão, mediante decisão de dois terços dos seus membros, salvo disposição regimental em contrário, aprovar súmulas (XIX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 114 – A gratuidade da justiça não abrange o valor devido em condenação por litigância de má-fé (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 115 – Indeferida a concessão do benefício da gratuidade da justiça requerido em sede de recurso, conceder-se-á o prazo de 48 horas para o preparo (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 116 – O Juiz poderá, de ofício, exigir que a parte comprove a insuficiência de recursos para obter a concessão do benefício da gratuidade da justiça (art. 5º, LXXIV, da CF), uma vez que a afirmação da pobreza goza apenas de presunção relativa de veracidade (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 117 – É obrigatória a segurança do Juízo pela penhora para apresentação de embargos à execução de título judicial ou extrajudicial perante o Juizado Especial (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 118 – Quando manifestamente inadmissível ou infundado o recurso interposto, a turma recursal ou o relator em decisão monocrática condenará o recorrente a pagar multa de 1% e indenizar o recorrido no percentual de até 20% do valor da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 119 – Substituído pelo Enunciado 147 (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 120 – A multa derivada de descumprimento de antecipação de tutela é passível de execução mesmo antes do trânsito em julgado da sentença (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 121 – Os fundamentos admitidos para embargar a execução da sentença estão disciplinados no art. 52, inciso IX, da Lei 9.099/95 e não no artigo 475-L do CPC, introduzido pela Lei 11.232/05 (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 122 – É cabível a condenação em custas e honorários advocatícios na hipótese de não conhecimento do recurso inominado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 123 – O art. 191 do CPC não se aplica aos processos cíveis que tramitam perante o Juizado Especial (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 124 – Das decisões proferidas pelas Turmas Recursais em mandado de segurança não cabe recurso ordinário (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 125 – Nos juizados especiais, não são cabíveis embargos declaratórios contra acórdão ou súmula na hipótese do art. 46 da Lei nº 9.099/1995, com finalidade exclusiva de prequestionamento, para fins de interposição de recurso extraordinário (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 126 – Em execução eletrônica de título extrajudicial, o título de crédito será digitalizado e o original apresentado até a sessão de conciliação ou prazo assinado, a fim de ser carimbado ou retido pela secretaria (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 127 – O cadastro de que trata o art. 1.°, § 2.°, III, “b”, da Lei nº. 11.419/2006 deverá ser presencial e não poderá se dar mediante procuração, ainda que por instrumento público e com poderes especiais (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 128 – Além dos casos de segredo de justiça e sigilo judicial, os documentos digitalizados em processo eletrônico somente serão disponibilizados aos sujeitos processuais, vedado o acesso a consulta pública fora da secretaria do juízado (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 129 – Nos juizados especiais que atuem com processo eletrônico, ultimado o processo de conhecimento em meio físico, a execução dar-se-á de forma eletrônica, digitalizando as peças necessárias (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 130 – Os documentos digitais que impliquem efeitos no meio não digital, uma vez materializados, terão a autenticidade certificada pelo Diretor de Secretaria ou Escrivão (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 131 – As empresas públicas e sociedades de economia mista dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios podem ser demandadas nos Juizados Especiais (XXV Encontro – São Luís/MA).
ENUNCIADO 132 – Substituído pelo Enunciado 144 (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 133 – O valor de alçada de 60 salários mínimos previsto no artigo 2º da Lei 12.153/09, não se aplica aos Juizados Especiais Cíveis, cujo limite permanece em 40 salários mínimos (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 134 – As inovações introduzidas pelo artigo 5º da Lei 12.153/09 não são aplicáveis aos Juizados Especiais Cíveis (Lei 9.099/95) (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 135 (substitui o Enunciado 47) – O acesso da microempresa ou empresa de pequeno porte no sistema dos juizados especiais depende da comprovação de sua qualificação tributária atualizada e documento fiscal referente ao negócio jurídico objeto da demanda. (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 136 – O reconhecimento da litigância de má-fé poderá implicar em condenação ao pagamento de custas, honorários de advogado, multa e indenização nos termos dos artigos 55, caput, da lei 9.099/95 e 18 do Código de Processo Civil (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 137 – Enunciado renumerado como nº 8 da Fazenda Pública (XXXII Encontro – Armação de Búzios/RJ).
ENUNCIADO 138 – Enunciado renumerado como nº 9 da Fazenda Pública (XXXII Encontro – Armação de Búzios/RJ).
ENUNCIADO 139 (substitui o Enunciado 32) – A exclusão da competência do Sistema dos Juizados Especiais quanto às demandas sobre direitos ou interesses difusos ou coletivos, dentre eles os individuais homogêneos, aplica-se tanto para as demandas individuais de natureza multitudinária quanto para as ações coletivas. Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil coletiva, remeterão peças ao MP para as providencias cabíveis (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 140 (Substitui o Enunciado 93) – O bloqueio on-line de numerário será considerado para todos os efeitos como penhora, dispensando-se a lavratura do termo e intimando-se o devedor da constrição (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 141 (Substitui o Enunciado 110) – A microempresa e a empresa de pequeno porte, quando autoras, devem ser representadas, inclusive em audiência, pelo empresário individual ou pelo sócio dirigente (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 142 (Substitui o Enunciado 104) – Na execução por título judicial o prazo para oferecimento de embargos será de quinze dias e fluirá da intimação da penhora (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 143 – A decisão que põe fim aos embargos à execução de título judicial ou extrajudicial é sentença, contra a qual cabe apenas recurso inominado (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 144 (Substitui o Enunciado 132) – A multa cominatória não fica limitada ao valor de 40 salários mínimos, embora deva ser razoavelmente fixada pelo Juiz, obedecendo ao valor da obrigação principal, mais perdas e danos, atendidas as condições econômicas do devedor (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 145 – A penhora não é requisito para a designação de audiência de conciliação na execução fundada em título extrajudicial (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 146 – A pessoa jurídica que exerça atividade de factoring e de gestão de créditos e ativos financeiros, excetuando as entidades descritas no art. 8º, § 1º, inciso IV, da Lei nº 9.099/95, não será admitida a propor ação perante o Sistema dos Juizados Especiais (art. 3º, § 4º, VIII, da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006) (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 147 (Substitui o Enunciado 119) – A constrição eletrônica de bens e valores poderá ser determinada de ofício pelo juiz (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 148 (Substitui o Enunciado 72) – Inexistindo interesse de incapazes, o Espólio pode ser parte nos Juizados Especiais Cíveis (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 149 – Enunciado renumerado como nº 2 da Fazenda Pública (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 150 – Enunciado renumerado como nº 3 da Fazenda Pública (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 151 – Cancelado (XXIX FONAJE – Bonito/MS).
ENUNCIADO 152 – Enunciado renumerado como nº 5 da Fazenda Pública (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 153 – Enunciado renumerado como nº 6 da Fazenda Pública (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 154 – Enunciado renumerado como nº 1 da Fazenda Pública (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 155 – Admitem-se embargos de terceiro, no sistema dos juizados, mesmo pelas pessoas excluídas pelo parágrafo primeiro do art. 8 da lei 9.099/95 (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 156 – Na execução de título judicial, o prazo para oposição de embargos flui da data do depósito espontâneo, valendo este como termo inicial, ficando dispensada a lavratura de termo de penhora (XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 157 – O disposto no artigo 294 do CPC não possui aplicabilidade nos Juizados Especiais Cíveis, o que confere ao autor a possibilidade de aditar seu pedido até o momento da AIJ (ou fase instrutória), sendo resguardado ao réu o respectivo direito de defesa (XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 158 – Cancelado (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 159 – Não existe omissão a sanar por meio de embargos de declaração quando o acórdão não enfrenta todas as questões arguidas pelas partes, desde que uma delas tenha sido suficiente para o julgamento do recurso (XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 160 – Nas hipóteses do artigo 515, § 3º, do CPC, e quando reconhecida a prescrição na sentença, a turma recursal, dando provimento ao recurso, poderá julgar de imediato o mérito, independentemente de requerimento expresso do recorrente.

Enunciados Criminais

ENUNCIADO 1 – A ausência injustificada do autor do fato à audiência preliminar implicará em vista dos autos ao Ministério Público para o procedimento cabível.
ENUNCIADO 2 – O Ministério Público, oferecida a representação em Juízo, poderá propor diretamente a transação penal, independentemente do comparecimento da vítima à audiência preliminar (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 3 – Cancelado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 4 – Substituído pelo Enunciado 38.
ENUNCIADO 5 – Substituído pelo Enunciado 46.
ENUNCIADO 6 – Substituído pelo Enunciado 86 (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 7 – Cancelado.
ENUNCIADO 8 – A multa deve ser fixada em dias-multa, tendo em vista o art. 92 da Lei 9.099/95, que determina a aplicação subsidiária dos Códigos Penal e de Processo Penal.
ENUNCIADO 9 – A intimação do autor do fato para a audiência preliminar deve conter a advertência da necessidade de acompanhamento de advogado e de que, na sua falta, ser-lhe-á nomeado Defensor Público.
ENUNCIADO 10 – Havendo conexão entre crimes da competência do Juizado Especial e do Juízo Penal Comum, prevalece a competência deste.
ENUNCIADO 11 – Substituído pelo Enunciado 80 (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 12 – Substituído pelo Enunciado 64 (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 13 – É cabível o encaminhamento de proposta de transação por carta precatória (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 14 – Substituído pelo Enunciado 79 (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 15 – Substituído pelo Enunciado 87 (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 16 – Nas hipóteses em que a condenação anterior não gera reincidência, é cabível a suspensão condicional do processo.
ENUNCIADO 17 – É cabível, quando necessário, interrogatório por carta precatória, por não ferir os princípios que regem a Lei 9.099/95 (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 18 – Na hipótese de fato complexo, as peças de informação deverão ser encaminhadas à Delegacia Policial para as diligências necessárias. Retornando ao Juizado e sendo o caso do artigo 77, parágrafo 2.º, da Lei n. 9.099/95, as peças serão encaminhadas ao Juízo Comum.
ENUNCIADO 19 – Substituído pelo Enunciado 48 (XII Encontro – Maceió/AL).
ENUNCIADO 20 – A proposta de transação de pena restritiva de direitos é cabível, mesmo quando o tipo em abstrato só comporta pena de multa.
ENUNCIADO 21 – Cancelado.
ENUNCIADO 22 – Na vigência do sursis, decorrente de condenação por contravenção penal, não perderá o autor do fato o direito à suspensão condicional do processo por prática de crime posterior.
ENUNCIADO 23 – Cancelado.
ENUNCIADO 24 – Substituído pelo Enunciado 54.
ENUNCIADO 25 – O início do prazo para o exercício da representação do ofendido começa a contar do dia do conhecimento da autoria do fato, observado o disposto no Código de Processo Penal ou legislação específica. Qualquer manifestação da vítima que denote intenção de representar vale como tal para os fins do art. 88 da Lei 9.099/95.
ENUNCIADO 26 – Cancelado.
ENUNCIADO 27 – Em regra não devem ser expedidos ofícios para órgãos públicos, objetivando a localização de partes e testemunhas nos Juizados Criminais.
ENUNCIADO 28 – Cancelado (XVII Encontro – Curitiba/PR).
ENUNCIADO 29 – Substituído pelo Enunciado 88 (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 30 – Cancelado.
ENUNCIADO 31 – O conciliador ou juiz leigo não está incompatibilizado nem impedido de exercer a advocacia, exceto perante o próprio Juizado Especial em que atue ou se pertencer aos quadros do Poder Judiciário.
ENUNCIADO 32 – O Juiz ordenará a intimação da vítima para a audiência de suspensão do processo como forma de facilitar a reparação do dano, nos termos do art. 89, parágrafo 1º, da Lei 9.099/95.
ENUNCIADO 33 – Aplica-se, por analogia, o artigo 49 do Código de Processo Penal no caso da vítima não representar contra um dos autores do fato.
ENUNCIADO 34 – Atendidas as peculiaridades locais, o termo circunstanciado poderá ser lavrado pela Polícia Civil ou Militar.
ENUNCIADO 35 – Substituído pelo Enunciado 113 (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 36 – Substituído pelo Enunciado 89 (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 37 – O acordo civil de que trata o art. 74 da Lei nº 9.099/1995 poderá versar sobre qualquer valor ou matéria (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 38 – Cancelado (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 39 – Cancelado (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 40 – Cancelado (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 41 – Cancelado.
ENUNCIADO 42 – A oitiva informal dos envolvidos e de testemunhas, colhida no âmbito do Juizado Especial Criminal, poderá ser utilizada como peça de informação para o procedimento.
ENUNCIADO 43 – O acordo em que o objeto for obrigação de fazer ou não fazer deverá conter cláusula penal em valor certo, para facilitar a execução cível.
ENUNCIADO 44 – No caso de transação penal homologada e não cumprida, o decurso do prazo prescricional provoca a declaração de extinção de punibilidade pela prescrição da pretensão executória.
ENUNCIADO 45 – Cancelado.
ENUNCIADO 46 – Cancelado.
ENUNCIADO 47 – Substituído pelo Enunciado 71 (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 48 – O recurso em sentido estrito é incabível em sede de Juizados Especiais Criminais.
ENUNCIADO 49 – Substituído pelo Enunciado 90 (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 50 – Cancelado (XI Encontro – Brasília-DF).
ENUNCIADO 51 – A remessa dos autos ao juízo comum, na hipótese do art. 66, parágrafo único, da Lei 9.099/95 (ENUNCIADO 64), exaure a competência do Juizado Especial Criminal, que não se restabelecerá com localização do acusado (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 52 – A remessa dos autos ao juízo comum, na hipótese do art. 77, parágrafo 2º, da Lei 9099/95 (ENUNCIADO 18), exaure a competência do Juizado Especial Criminal, que não se restabelecerá ainda que afastada a complexidade.
ENUNCIADO 53 – No Juizado Especial Criminal, o recebimento da denúncia, na hipótese de suspensão condicional do processo, deve ser precedido da resposta prevista no art. 81 da Lei 9099/95.
ENUNCIADO 54 (Substitui o Enunciado 24) – O processamento de medidas despenalizadoras, aplicáveis ao crime previsto no art. 306 da Lei nº 9503/97, por força do parágrafo único do art. 291 da mesma Lei, não compete ao Juizado Especial Criminal.
ENUNCIADO 55 – Cancelado (XI Encontro – Brasília-DF).
ENUNCIADO 56 – Os Juizados Especiais Criminais não são competentes para conhecer, processar e julgar feitos criminais que versem sobre delitos com penas superiores a um ano ajuizados até a data em vigor da Lei n. 10.259/01 (XI Encontro – Brasília-DF).
ENUNCIADO 57 – Substituído pelo Enunciado 79 (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 58 – A transação penal poderá conter cláusula de renúncia á propriedade do objeto apreendido (XIII Encontro – Campo Grande/MS).
ENUNCIADO 59 – O juiz decidirá sobre a destinação dos objetos apreendidos e não reclamados no prazo do art. 123 do CPP (XIII Encontro – Campo Grande/MS).
ENUNCIADO 60 – Exceção da verdade e questões incidentais não afastam a competência dos Juizados Especiais, se a hipótese não for complexa (XIII Encontro – Campo Grande/MS).
ENUNCIADO 61 – Substituído pelo Enunciado 122 (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 62 – O Conselho da Comunidade poderá ser beneficiário da prestação pecuniária e deverá aplicá-la em prol da execução penal e de programas sociais, em especial daqueles que visem a prevenção da criminalidade (XIV Encontro – São Luis/MA).
ENUNCIADO 63 – As entidades beneficiárias de prestação pecuniária, em contrapartida, deverão dar suporte à execução de penas e medidas alternativas (XIV Encontro – São Luis/MA).
ENUNCIADO 64 – Verificada a impossibilidade de citação pessoal, ainda que a certidão do Oficial de Justiça seja anterior à denúncia, os autos serão remetidos ao juízo comum após o oferecimento desta (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 65 – Substituído pelo Enuciado 109 (XXV Encontro – São Luís).
ENUNCIADO 66 – É direito do réu assistir à inquirição das testemunhas, antes de seu interrogatório, ressalvado o disposto no artigo 217 do Código de Processo Penal. No caso excepcional de o interrogatório ser realizado por precatória, ela deverá ser instruída com cópia de todos os depoimentos, de que terá ciência o réu (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 67 – A possibilidade de aplicação de suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículos automotores por até cinco anos (art. 293 da Lei nº 9.503/97), perda do cargo, inabilitação para exercício de cargo, função pública ou mandato eletivo ou outra sanção diversa da privação da liberdade, não afasta a competência do Juizado Especial Criminal (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 68 – É cabível a substituição de uma modalidade de pena restritiva de direitos por outra, aplicada em sede de transação penal, pelo juízo do conhecimento, a requerimento do interessado, ouvido o Ministério Público (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 69 – Substituído pelo Enunciado 74 (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 70 – O conciliador ou o juiz leigo podem presidir audiências preliminares nos Juizados Especiais Criminais, propondo conciliação e encaminhamento da proposta de transação (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 71 (Substitui o Enunciado 47) – A expressão conciliação prevista no artigo 73 da Lei 9099/95 abrange o acordo civil e a transação penal, podendo a proposta do Ministério Público ser encaminhada pelo conciliador ou pelo juiz leigo, nos termos do artigo 76, § 3º, da mesma Lei (XV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 72 – A proposta de transação penal e a sentença homologatória devem conter obrigatoriamente o tipo infracional imputado ao autor do fato, independentemente da capitulação ofertada no termo circunstanciado (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 73 – O juiz pode deixar de homologar transação penal em razão de atipicidade, ocorrência de prescrição ou falta de justa causa para a ação penal, equivalendo tal decisão à rejeição da denúncia ou queixa (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 74 (Substitui o enunciado 69) – A prescrição e a decadência não impedem a homologação da composição civil (XVI Encontro – Rio de Janeiro/RJ).
ENUNCIADO 75 – É possível o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva do Estado pela projeção da pena a ser aplicada ao caso concreto (XVII Encontro – Curitiba/PR).
ENUNCIADO 76 – A ação penal relativa à contravenção de vias de fato dependerá de representação (XVII Encontro – Curitiba/PR).
ENUNCIADO 77 – O juiz pode alterar a destinação das medidas penais indicadas na proposta de transação penal (XVIII Encontro – Goiânia/GO).
ENUNCIADO 78 – Substituído pelo Enunciado 80 (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 79 (Substitui o Enunciado 14) – É incabível o oferecimento de denúncia após sentença homologatória de transação penal em que não haja cláusula resolutiva expressa, podendo constar da proposta que a sua homologação fica condicionada ao prévio cumprimento do avençado. O descumprimento, no caso de não homologação, poderá ensejar o prosseguimento do feito (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 80 – Cancelado (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 81 – O relator, nas Turmas Recursais Criminais, em decisão monocrática, poderá negar seguimento a recurso manifestamente inadmissível, prejudicado, ou julgar extinta a punibilidade, cabendo recurso interno para a Turma Recursal, no prazo de cinco dias (XIX Encontro – Aracaju/SE).
ENUNCIADO 82 – O autor do fato previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/06 deverá ser encaminhado à autoridade policial para as providências do art. 48, §2º da mesma Lei (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 83 – Ao ser aplicada a pena de advertência, prevista no art. 28, I, da Lei nº 11.343/06, sempre que possível deverá o juiz se fazer acompanhar de profissional habilitado na questão sobre drogas (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 84 – Em caso de ausência injustificada do usuário de drogas à audiência de aplicação da pena de advertência, cabe sua condução coercitiva (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 85 – Aceita a transação penal, o autor do fato previsto no art. 28 da Lei nº 11.343/06 deve ser advertido expressamente para os efeitos previstos no parágrafo 6º do referido dispositivo legal (XX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 86 (Substitui o Enunciado 6) – Em caso de não oferecimento de proposta de transação penal ou de suspensão condicional do processo pelo Ministério Público, aplica-se, por analogia, o disposto no art. 28 do CPP (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 87 (Substitui o Enunciado 15) – O Juizado Especial Criminal é competente para a execução das penas ou medidas aplicadas em transação penal, salvo quando houver central ou vara de penas e medidas alternativas com competência específica (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 88 – Cancelado (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 89 (Substitui o Enunciado 36) – Havendo possibilidade de solução de litígio de qualquer valor ou matéria subjacente à questão penal, o acordo poderá ser reduzido a termo no Juizado Especial Criminal e encaminhado ao juízo competente (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 90 Substituído pelo Enunciado 112 (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 91 – É possível a redução da medida proposta, autorizada no art. 76, § 1º da Lei nº 9099/1995, pelo juiz deprecado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 92 – É possível a adequação da proposta de transação penal ou das condições da suspensão do processo no juízo deprecado ou no juízo da execução, observadas as circunstâncias pessoais do beneficiário (nova redação – XXII Encontro – Manaus/AM).
ENUNCIADO 93 – É cabível a expedição de precatória para citação, apresentação de defesa preliminar e proposta de suspensão do processo no juízo deprecado. Aceitas as condições, o juízo deprecado comunicará ao deprecante o qual, recebendo a denúncia, deferirá a suspensão, a ser cumprida no juízo deprecado (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 94 – A Lei nº 11.343/2006 não descriminalizou a conduta de posse ilegal de drogas para uso próprio (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 95 – A abordagem individualizada multidisciplinar deve orientar a escolha da pena ou medida dentre as previstas no art. 28 da Lei nº 11.343/2006, não havendo gradação no rol (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 96 – O prazo prescricional previsto no art. 30 da Lei nº 11.343/2006 aplica-se retroativamente aos crimes praticados na vigência da lei anterior (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 97 – É possível a decretação, como efeito secundário da sentença condenatória, da perda dos veículos utilizados na prática de crime ambiental da competência dos Juizados Especiais Criminais (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 98 – Os crimes previstos nos artigos 309 e 310 da Lei nº 9503/1997 são de perigo concreto (XXI Encontro – Vitória/ES).
ENUNCIADO 99 – Nas infrações penais em que haja vítima determinada, em caso de desinteresse desta ou de composição civil, deixa de existir justa causa para ação penal (nova redação – XXIII Encontro – Boa Vista/RR).
ENUNCIADO 100 – A procuração que instrui a ação penal privada, no Juizado Especial Criminal, deve atender aos requisitos do art. 44 do CPP (XXII Encontro – Manaus/AM).
ENUNCIADO 101 – É irrecorrível a decisão que defere o arquivamento de termo circunstanciado a requerimento do Ministério Público, devendo o relator proceder na forma do ENUNCIADO 81 (XXII Encontro – Manaus/AM).
ENUNCIADO 102 – As penas restritivas de direito aplicadas em transação penal são fungíveis entre si (XXIII Encontro – Boa Vista/RR).
ENUNCIADO 103 – A execução administrativa da pena de multa aplicada na sentença condenatória poderá ser feita de ofício pela Secretaria do Juizado ou Central de Penas (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 104 – A intimação da vítima é dispensável quando a sentença de extinção da punibilidade se embasar na declaração prévia de desinteresse na persecução penal (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 105 – É dispensável a intimação do autor do fato ou do réu das sentenças que extinguem sua punibilidade (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 106 – A audiência preliminar será sempre individual (XXIV Encontro – Florianópolis/SC).
ENUNCIADO 107 – A advertência de que trata o art. 28, I da Lei n.º 11.343/06, uma vez aceita em transação penal pode ser ministrada a mais de um autor do fato ao mesmo tempo, por profissional habilitado, em ato designado para data posterior à audiência preliminar (XXIV Encontro – Florianópolis/SC)ENUNCIADO 108 – O Art. 396 do CPP não se aplica no Juizado Especial Criminal regido por lei especial (Lei nº. 9.099/95) que estabelece regra própria (XXV Encontro – São Luís/MA).
ENUNCIADO 109 – Substitui o Enunciado 65 – Nas hipóteses do artigo 363, § 1º e § 4º do Código de Processo Penal, aplica-se o parágrafo único do artigo 66 da Lei nº 9.099/95 (XXV Encontro – São Luís/MA).
ENUNCIADO 110 – No Juizado Especial Criminal é cabível a citação com hora certa (XXV Encontro – São Luís/MA).
ENUNCIADO 111 – O princípio da ampla defesa deve ser assegurado também na fase da transação penal (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 112 (Substitui o Enunciado 90) – Na ação penal de iniciativa privada, cabem transação penal e a suspensão condicional do processo, mediante proposta do Ministério Público (XXVII Encontro – Palmas/TO).
ENUNCIADO 113 (Substitui o Enunciado 35) – Até a prolação da sentença é possível declarar a extinção da punibilidade do autor do fato pela renúncia expressa da vítima ao direito de representação ou pela conciliação (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 114 – A Transação Penal poderá ser proposta até o final da instrução processual (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 115 – A restrição de nova transação do art. 76, § 4º, da Lei nº 9.099/1995, não se aplica ao crime do art. 28 da Lei nº 11.343/2006 (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 116 – Na Transação Penal deverão ser observados os princípios da justiça restaurativa, da proporcionalidade, da dignidade, visando a efetividade e adequação (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 117 – A ausência da vítima na audiência, quando intimada ou não localizada, importará renúncia tácita à representação (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
ENUNCIADO 118 – Somente a reincidência especifica autoriza a exasperação da pena de que trata o parágrafo quarto do artigo 28 da Lei nº 11.343/2006 (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 119 – É possível a mediação no âmbito do Juizado Especial Criminal (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 120 – O concurso de infrações de menor potencial ofensivo não afasta a competência do Juizado Especial Criminal, ainda que o somatório das penas, em abstrato, ultrapasse dois anos (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 121 – As medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP e suas consequências, à exceção da fiança, são aplicáveis às infrações penais de menor potencial ofensivo para as quais a lei cominar em tese pena privativa da liberdade (XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 122 (Substitui o Enunciado 61) – O processamento de medidas despenalizadoras previstas no artigo 94 da Lei 10.741/03, relativamente aos crimes cuja pena máxima não supere 02 anos, compete ao Juizado Especial Criminal (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 123 – O mero decurso do prazo da suspensão condicional do processo sem o cumprimento integral das condições impostas em juízo não redundará em extinção automática da punibilidade do agente (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).
ENUNCIADO 124 – A reincidência decorrente de sentença condenatória e a existência de transação penal anterior, ainda que por crime de outra natureza ou contravenção, não impedem a aplicação das medidas despenalizadoras do artigo 28 da Lei 11.343/06 em sede de transação penal (XXXIII Encontro – Cuiabá/MT).

Enunciados da Fazenda Pública

ENUNCIADO 01 – Aplicam-se aos Juizados Especiais da Fazenda Pública, no que couber, os Enunciados dos Juizados Especiais Cíveis (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 02 – É cabível, nos Juizados Especiais da Fazenda Pública, o litisconsórcio ativo, ficando definido, para fins de fixação da competência, o valor individualmente considerado de até 60 salários mínimos (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 03 – Não há prazo diferenciado para a Defensoria Pública no âmbito dos Juizados Especiais da Fazenda Pública (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 04 – Cancelado (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 05 – É de 10 dias o prazo de recurso contra decisão que deferir tutela antecipada em face da Fazenda Pública (nova redação – XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 06 – Vencida a Fazenda Pública, quando recorrente, a fixação de honorários advocatícios deve ser estabelecida de acordo com o § 4º, do art. 20, do Código de Processo Civil, de forma equitativa pelo juiz (XXIX Encontro – Bonito/MS).
ENUNCIADO 07 – O sequestro previsto no § 1º do artigo 13 da Lei nº 12.153/09 também poderá ser feito por meio do BACENJUD, ressalvada a hipótese de precatório (XXX Encontro – São Paulo/SP).
ENUNCIADO 08 – De acordo com a decisão proferida pela 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça no Conflito de Competência 35.420, e considerando que o inciso II do art. 5º da Lei 12.153/09 é taxativo e não inclui ente da Administração Federal entre os legitimados passivos, não cabe, no Juizado Especial da Fazenda Pública ou no Juizado Estadual Cível, ação contra a União, suas empresas públicas e autarquias, nem contra o INSS (XXXII Encontro – Armação de Búzios/RJ).
ENUNCIADO 09 – Nas comarcas onde não houver Juizado Especial da Fazenda Pública ou juizados adjuntos instalados, as ações serão propostas perante as Varas comuns que detêm competência para processar os feitos de interesse da Fazenda Pública ou perante aquelas designadas pelo Tribunal de Justiça, observando-se o procedimento previsto na Lei 12.153/09 (XXXII Encontro – Armação de Búzios/RJ).
ENUNCIADO 10 – É admitido no juizado da Fazenda Pública o julgamento em lote/lista, quando a material for exclusivamente de direito e repetitivo (XXXII Encontro – Armação de Búzios/RJ).
ENUNCIADO 11 – As causas de maior complexidade probatória, por imporem dificuldades para assegurar o contraditório e a ampla defesa, afastam a competência do Juizado da Fazenda Pública (XXXII Encontro – Armação de Búzios/RJ).

51 ideias sobre “ENUNCIADOS

    1. Paulo José Stramosk

      Cara Marina Castro, bom dia.
      Os enunciados não possuem natureza cogente, servem para auxiliar a Autoridade Judiciária sobre pontos relevantes e tem por pretensão maior a uniformização do sistema especial.
      Cordialmente,
      Paulo Stramosk

      Responder
    2. Luiz

      Olá, tenho as mesmas dúvidas apresentadas pela colega Lucila, mormente com relação ao ENUNCIADO 117 do FONAJE, assim como diversas dúvidas acerca da execução no âmbito do JEC.
      Hipoteticamente, caso o valor da dívida seja de R$ 6.000,00 e o bloqueio de ativos financeiros seja de R$ 2.000,00, poderá o executado opor embargos a execução com a garantia parcial do juízo, tendo em vista a lacuna legislativa do art. 53 da Lei 9.099/95? Os embargos a execução possuem efeito suspensivo no âmbito do JEC?
      Em caso de nova penhora do saldo remanescente, poderia o executado opor novos embargos?
      Quando começa a contar o prazo para o executado opor embargos a execução? Data da intimação ou data da juntada do aviso de recebimento? Aplica-se o Enunciado 13 do FONAJE neste caso?
      Caso o réu não seja encontrado para opor embargos, embora tenha sido citado, poderá haver a expedição de alvará do valor penhorado ou é imprescindível a intimação do réu?

      Responder
  1. Lucila

    Com relaçao ao ENUNCIADO 117: É obrigatória a segurança do Juízo pela penhora para apresentação de embargos à execução de título judicial ou extrajudicial perante o Juizado Especial.
    Cabe garantia parcial do juízo? Procurei jurisprudência nesse sentido e nao encontrei nada.
    Caso sim, quanto da dívida deveria ser garantido? 20%, 50%, 70%?
    Obrigada

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      Cara Lucila, bom dia.
      Ao FONAJE cabe “congregar magistrados do Sistema de Juizados Especiais Cíveis e Criminais dos Estados e Distrito Federal”; “Aperfeiçoar o sistema de Juizados Especiais e promover a atualização de seus membros pelo intercâmbio de conhecimentos e de experiências”; “Uniformizar métodos de trabalhos, procedimentos e editar enunciados”; “Analisar e propor projetos legislativos de interesse de Juizados Especiais”; e “manter intercâmbio, dentro dos limites de sua finalidade, com entidades de natureza jurídica e social do país e do exterior”, conforme previsto no art. 1º do seu Regimento Interno.
      O entendimento jurisprudencial, em especial aquele do seu estado, a Sra. pode encontrar no nosso sistema de pesquisa de jurisprudências.
      Cordialmente,
      Paulo Stramosk

      Responder
    2. Janice

      Lucila,
      A Lei 9.099 tem regra expressa (art. 53, § 1.°).
      Em face disso e com o propósito de melhor esclarecer o tema, o FONAJE lançou o Enunciado 117: “É obrigatória a segurança do Juízo pela penhora para apresentação de embargos à execução de título judicial ou extrajudicial perante o Juizado Especial”.

      Responder
    3. neusa

      Lucila! Muito pertinente sua pergunta! Estou com um caso em que um advogado está executando Titulo Extrajudicial de 30% de honorários sobre um valor de danos morais estipulado por ele, referente a um processo de Reintegração de Posse que foi extinto sem resolução de mérito. Não houve sentença dando danos morais. É totalmente nulo. Só que para que o requerido possa se defender entrando com embargos nos termos do art. 618, I do CPC, ele tem que penhorar alguma coisa como garantia do juizo, só que ele nao tem o que penhorar, sendo pessoa pobre, depositou em juizo o valor que tinha no bolso, na tentativa de não perder o direito de entrar com embargos e o advogado lhe disse que não poderia penhorar quantia em dinheiro. Como vê este enunciado 117 e o artigo 53 da Lei 9099/19995, desampara os pobres, leigos e ignorantes.

      Responder
  2. Julian Martins-Rodrigues

    O Enunciado nº 05 (cível) colide frontalmente com o disposto nos arts. 18, inciso I, da Lei nº 9.099/95 e 223, parágrafo único, do CPC. Há que se cuidar para que a analogia ou o chamado ativismo judicial não se prestem a preencher lacunas que não existem, sob pena de violação ao preceito da separação de poderes, e de consequencia, o Estado Democrático de Direito.

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      Replico a resposta encaminhada para o colega RICARDO DIEGO NUNES PEREIRA:
      “Em nome do Fórum Nacional de Juizados Especiais, agradeço-lhe a manifestação na página eletrônica do FONAJE, novo instrumento de disseminação de informações da entidade. As manifestações dos operadores do direito, favoráveis ou divergentes , também são responsáveis pelo aprimoramento das teses jurídicas debatidas no Fórum.
      O resultado desse debate, sem dúvida, contribui para o aprimoramento dos enunciados.
      O questionamento suscitado, por sua relevância, será encaminhado à Comissão Legislativa para análise.

      Janice Goulart Garcia Ubialli
      Secretária-Geral do FONAJE”

      Responder
  3. Maria Cristina

    Caro Paulo José Stramosk,

    Você poderia me auxiliar numa questão, que apesar de muitas pesquisas feitas, não consegui estabelecer um juízo de valor;
    Nos juizados cíveis, em que tempo processual poderá ser apresentada a CONTRARRAZÕES A CONTESTAÇÃO ? Melhor pergunta: É OBRIGATÓRIA A SUA APRESENTAÇÃO?
    O caso concreto é a seguinte:
    Ação de Reintegração de Posse;
    Petição da Ré com razões de CONTESTAÇÃO, foi apresentada antes da AIJ que se dará somente em JUNHO/2014;
    Tenho a faculdade de oferecer minhas contrarrazões na Instrução, quando apresentarei provas documentais e fatos não levados ainda ao processo e, que obtive obtidos após a Contestação;
    Esta contrarrazão será obrigatoriamente por escrito ou poderá ser oral e escrito?
    Desde jã, obrigada.
    Maria Cristina

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      Cara Maria Cristina, boa tarde.
      O entendimento a seguir é pessoal e não tem por escopo influenciar àqueles que militam nos Juizados Especiais.
      Ao magistrado responsável pela unidade especial cabe analisar a forma de trabalho que proporcione maior celeridade processual.
      Desta forma, na prática diária, a questão sobre a oportunidade de impugnação à contestação e aos documentos apresentados pela parte adversa encontra tratamento diferenciado em face do rito próprio da Lei n. 9.099/1995.
      Em alguns Juizados Especiais faculta-se o oferecimento de defesa em momento posterior a sessão de conciliação. Outros possibilitam a imediata apresentação da contestação, dispensando-se, em alguns casos, a tentativa de conciliação. Bem como, há casos em que se obedece ao comando da lei de regência dos juizados e designa-se, desde logo, sessão de conciliação e audiência de instrução e julgamento.
      Nos primeiro e segundo casos, a impugnação – ato cabível em todo e qualquer procedimento judicial ou administrativo onde seja assegurado o princípio constitucional do devido processo legal – poderá ocorrer em cinco ou 10 dias, mas isso dependerá do juiz condutor do processo, porquanto a Lei n. 9.099/1995 é omissa sobre esse prazo.
      No terceiro caso, frustrada a sessão de conciliação e ausente opção pelo juízo arbitral, passa-se à audiência de instrução e julgamento. Neste momento a contestação é apresentada, seguida da impugnação. Após, se necessário, o magistrado colhe a prova oral e decide de plano todos os incidentes capazes de interferir no regular prosseguimento da audiência. As demais questões serão decididas na sentença, nos termos do art. 29 da lei dos juizados especiais.
      Assim, percebe-se, a lacuna, na lei específica, quanto à previsão expressa relativa à obrigatoriedade, e ao prazo de apresentação da impugnação à contestação.
      Subentende-se que a impugnação pode ocorrer em audiência, logo após a apresentação da resposta pela parte adversa ou, em uma interpretação analógica dos artigos 326 e 327 do CPC, em um prazo não superior a dez dias contados da intimação (cf. TOURINHO NETO, Fernando da Costa. Juizados especiais estaduais cíveis e criminais: Comentários à Lei n. 9.099/1995. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. 2009. p. 259).
      Ressalta-se, contudo, que nos casos de contestação abordando matéria exclusivamente de direito, aquelas conhecidas por stricto senso, alguns doutrinadores entendem a impossibilidade do autor se manifestar de forma escrita, apenas oralmente em audiência, uma vez que a própria inicial contradiz a petição da ré (cf. FIGUEIRA JÚNIOR, Joel Dias. Manual dos juizados especiais cíveis estaduais e federais. São Paulo: Editora revista dos tribunais. 2006. p. 231).
      Espero ter ajudado.
      Lembro que é possível pesquisar a jurisprudência sobre o tema em nosso sistema de pesquisa.
      Cordialmente,
      Paulo Stramosk
      Assessor Jurídico
      Gabinete Janice Goulart Garcia Ubialli
      Secretária-Geral do FONAJE

      Responder
  4. RICARDO DIEGO NUNES PEREIRA

    Prezados, sou advogado atuante nos juizados especiais em Aracaju/SE e noto uma situação que deve ser apreciada pelo FONAJE. É o caso do comparecimento pessoal de pessoa que por exemplo está acometida de grave doença que a impossibilita de ir pessoalmente à audiência no juizado. Depois de leituras e mais leituras, vi que extinguir o processo nessa situação revela-se situação contrária ao pleno acesso ao Judiciário, mormente aos juizados, onde o processo é mais célere. Inclusive, há decisão do TJRS afastando o rigor da norma em situações extraordinárias, como a narrada:

    A REGRA QUE EXIGE O COMPARECIMENTO PESSOAL DAS PARTES PRESSUPÕE SITUAÇÕES NORMAIS, EM QUE AMBAS AS PARTES RESIDEM NA MESMA COMARCA. TAL EXIGÊNCIA PODE SER AFASTADA, QUANDO UMA DAS PARTES RESIDE EM LUGAR MUITO DISTANTE. BRASIL, Terceira Turma Recursal do Estado do Rio Grande Do Sul, Recurso Cível Nº 71000616912, Recorrente Marga Luiza Franke Boff, Recorrido Elizabet Teresinha Paulo, Porto Alegre/RS, 15/03/2005, disponível no site , pesquisa realizada em 20/05/2005.

    Leia mais em: http://jus.com.br/artigos/7066/a-representacao-da-pessoa-natural-nas-audiencias-dos-juizados-especiais-civeis-estaduais#ixzz2vHVD3con

    Pois bem. Sendo assim, recomendo a releitura do enunciado 20 do FONAJE, para fins de abarcar situações de extrema anormalidade.

    RICARDO DIEGO NUNES PEREIRA

    Responder
  5. Janice

    Em nome do Fórum Nacional de Juizados Especiais, agradeço-lhe a manifestação na página eletrônica do FONAJE, novo instrumento de disseminação de informações da entidade. As manifestações dos operadores do direito, favoráveis ou divergentes , também são responsáveis pelo aprimoramento das teses jurídicas debatidas no Fórum.
    O resultado desse debate, sem dúvida, contribui para o aprimoramento dos enunciados.
    O questionamento suscitado, por sua relevância, será encaminhado à Comissão Legislativa para análise.

    Janice Goulart Garcia Ubialli
    Secretária-Geral do FONAJE

    Responder
  6. juliana vasconcelos

    ENUNCIADO Cível n°13 – Os prazos processuais nos Juizados Especiais Cíveis, contam-se da data da intimação ou ciência do ato respectivo, e não da juntada do comprovante da intimação, observando-se as regras de contagem do CPC ou do Código Civil, conforme o caso (nova redação – XXI Encontro – Vitória/ES).

    O juiz concedeu antecipação de tutela, intimando a parte para entregar coisa em 28/01/14, e após esse período iria incidir multa diária. Tomando por base esse Enunciado n°13, passado os 15 dias contados da intimação, começará a culminar a multa diária, ainda que a juntada do AR tenha se dado apenas em 12/03/14?

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      Cara Juliana Vasconcelos, bom dia!
      Como informado em outras respostas, os Enunciados do FONAJE não possuem força cogente, o que permite à Autoridade Judiciária aplicar a norma da forma mais equânime para ela.
      Os Enunciados tentam uniformizar procedimentos e entendimentos quanto àquelas matérias não previstas expressamente na lei específica.
      Ou seja, para os aplicadores dos Enunciados do FONAJE, o prazo para cumprimento da ordem (no caso apresentado pela Sra.) tem como marco inicial o dia 28-1-2014, momento em que a parte tomou ciência da decisão mandamental.
      Cordialmente,
      Paulo Stramosk

      Responder
  7. Janaina S. Rebuá

    Prezados,

    Gostaria de saber se a designação de audiência de conciliação no Juizado Especial Cível é obrigatória?
    Pode acarretar nulidade processual a falta de designação de audiência de conciliação?
    Obrigada!

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      Cara Janaina, bom dia.
      Seu questionamento foi encaminhado para a diretoria do FONAJE e a Secretária-geral da Comissão Legislativa, Dra. Maria do Carmo Honório (TJSP), se prontificou em respondê-la.
      A diretoria agradece seu contato.
      Cordialmente,
      Paulo Stramosk
      Assessor Jurídico
      Gabinete Janice Goulart Garcia Ubialli
      Secretária-Geral do FONAJE

      Responder
    2. Carlos Parnamirim

      Excelente questionamento, principalmente em se considerando o princípio constitucional da necessidade de observar “a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”.
      Acredito que a audiência de conciliação é obrigatória, pois a “conciliação e transação” são objetivos que sempre devem ser buscados no Juizado, conforme determinação contida no art. 2º da Lei nº 9.099/95.
      Contudo, penso que a realização da audiência de instrução não deve ser vista como obrigatória, desde que, para tanto, seja dada a oportunidade ao réu para apresentar a sua defesa ao pedido articulado na inicial e a causa versar sobre matéria exclusivamente de “direito”, sem necessidade de dilação probatória.

      Responder
    3. Janice

      A Constituição Federal determinou a criação dos “juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo … ” (Art. 98 – com grifo na transcrição). O comando constitucional, portanto, prevê e preserva a atuação judicial da conciliação.

      Em face das especificidades do Juizado Especial, sobretudo do critério da oralidade, a supressão da sessão de conciliação judicial, a ser pretensamente substituída pela realizada no órgão que atua na fase pré-processual, pode ter a própria constitucionalidade questionada, pois estar-se-ia retirando das partes o direito a uma audiência de conciliação em juízo.

      Assim, deixar de marcar sessão de conciliação nesse procedimento especial, que sempre privilegiou a solução conciliada da controvérsia, além de temerário, não seria razoável, nem desejável, pois o juiz é sujeito essencial na transformação da cultura do litígio na cultura da autocomposição, o que o Poder Judiciário está perseguindo por meio da Política Pública Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesses.

      Nada impede, entretanto, que, para contribuir efetivamente para o aprimoramento da prestação jurisdicional e para a adequada resolução dos conflitos, o juiz determine que, caso o pedido seja instruído com termo de audiência realizada em órgão público que ateste ausência de acordo extrajudicial entre as partes, a Secretaria do Juizado designe, desde logo, audiência una de conciliação, instrução e julgamento e providencie a citação do réu e, se requerida, a intimação das testemunhas arroladas pelo autor. Essa é uma sugestão que pode ser levada aos juízes que atuam nos Juizados Especiais do seu Estado.

      Boa sorte.

      Responder
  8. José Luiz

    Boa tarde.
    Por favor me ajude nessa dúvida!!

    Ao final da audiência de instrução em processo criminal JECRIM o juiz não sentenciou, o juiz encerrou a audiência e intimou as partes para apresentação de peça de defesa final dentro do prazo de 3 dias.
    A lei 9.099 não prescreve a feitura de tal peça e nem de tal prazo. Então, qual foi o embasamento usado por esse juiz? Onde foi tirado esse prazo?

    Desde já agradeço a atenção.

    Responder
    1. Carlos Parnamirim

      Acredito que as “razões finais” no Juizado estariam em consonância com o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório, pois a produção probatória na audiência pode atrair o surgimento de fato novo ao processo, sendo salutar conferir à parte contrária a possibilidade de manifestação ao término da instrução.
      Normalmente a prática revela que a complexidade da matéria ou a cisão da audiência de instrução teriam o condão de justificar a abertura de prazo para oferecimento de razões finais.
      Outro argumento muito utilizado pelos juízes é o chamado “adiantado da hora”, que se apresenta quando o a audiência é muito demorada e extrapola o horário de expediente forense ou ameaça prejudicar os demais atos a serem praticados no juizado.
      Penso que o art. 28 da Lei nº 9.099/95 é expresso e contrário a esses “costumes” judiciais, determinando a concentração de todos os atos, sempre que possível, em uma única audiência, incluindo a confecção de sentença.
      Contudo, não se deve esquecer que na nossa legislação processual o princípio do “pas de nullité sans grief” (não há nulidade sem prejuízo) possui larga aplicação. Logo, não se vislumbra, a princípio, a existência de prejuízo para as partes a confecção da peça em prazo razoavelmente curto conferido pelo juiz.

      Responder
  9. JOARDETE MARA FERNANDES

    Prezados, boa tarde!

    Meu cliente foi vencedor em uma ação no Juizado Especial Cível, cujo valor foi de R$ 32.000,00.

    Como o art. 3º e 39 da Lei 9099/95 proibe a execução do valor que excede a alçada do Juizado, renunciei o valor que excedia e pedi o cumprimento de sentença do valor máximo da alçada.

    Ocorre que, eu não tinha poderes para renunciar, então pedi para o Juiz que reconsiderasse e intimasse a parte contrária pra pagar o restante, mas o Juiz manteve a decisão com fundamento nos artigos supramencionados.

    Estou pensando em impetrar um MS, pois minha cliente é detentora do direito líquido e certo por meio da coisa julgada e à ela pertence os valores fixados.

    O que vocês acham, posso logra êxito, tem algum enunciado que possa me amparar? li todos, mas não vi nada que me ajudasse. A Jurisprudência é mista, alguns dizem que é possível executar os valores que exceder e outros dizem que apenas é permitido a correção monetária e os juros de mora.

    Responder
  10. Janice

    Joardete,
    O Superior Tribunal de Justiça já abordou a questão sobre a execução de título judicial que ultrapassar o limite dos Juizados Especiais. Nesse sentido o Mandado de Segurança n. 38.884-AC (2012/0175027-3) de relatoria da Ministra Nancy Andrighi.
    Cordialmente,
    Janice G. G. Ubialli
    Secretária-geral do FONAJE

    Responder
  11. JOSE TUDEIA

    Prezados,

    Sobre honorários de sucumbência em sede de cumprimento de sentença. Há entendimento consolidado nesse sentido?

    Em que pese o código não trazer essa previsão expressa, por meio de interpretação teleológica cheguei a tal conclusão.

    Aguardo retorno dos doutores.

    Atenciosamente,

    Responder
    1. Carlos Parnamirim

      Acredito que o art. 55 da Lei nº 9.099/95 é expresso ao tratar do tema. Se a sentença não pode condenar em honorários depois de uma fase de conhecimento, penso que uma decisão interlocutória na fase de cumprimento de sentença também não poderia assim o fazê-lo.
      Situação diversa é a tratada no Enunciado 97 que admite a aplicação da multa do art. 475-J do CPC em razão de omissão da Lei dos Juizados.
      Contudo, parabenizo pela discussão e penso que o tema ainda atrairá intensos debates.

      Responder
  12. Melissa

    Considerando o pedido de desistência formulado pelo autor na audiência de instrução ( enunciado 90 FONAJE), pode este ajuizar nova ação contra as mesmas partes e pedidos?

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      A desistência da ação é instituto de cunho nitidamente processual, assim, em regra, não atinge o direito material objeto da ação.
      A propósito, oportuno uma leitura da norma contida no art. 268 do Código de Processo Civil.

      Responder
  13. Andre Fernandes

    Prezados Doutores,
    Solicito esclarecimento sobre a seguinte situação. Em sede de execução de sentença em que se busca o recebimento de danos (morais e/ou materiais), acrescidos de honorários advocatícios e custas, ocorreu o pagamento voluntário por parte do Executado, não tendo o mesmo, contudo, apresentado os cálculos de liquidação. A secretaria da vara, por sua vez, imediatamente descontou os valores correspondentes as custas processuais dos valores depositados. Ocorre que somente após a apresentação de memória de cálculo (art. 475-B, CPC), verificou-se que os valores depositados em juízo são insuficientes para quitar os danos, os honorários e as custas. Neste caso, considerando que compete ao poder público, proceder a inscrição do valor correspondente as custas não pagas na dívida ativa do Estado (CADIN) e, por conseguinte, executá-la extrajudicialmente e/ou judicialmente, teria-se uma situação de ilicitude no ato praticado?

    Responder
    1. Paulo José Stramosk

      Caro Dr. André, bom dia.
      Nos juizados especiais, exceto no caso de propositura de recursos, não há falar em custas e honorários, conforme artigo 55 da Lei n. 9.099/1995.
      Cordialmente,
      Paulo Stramosk
      Assessor jurídico
      Gabinete Janice Goulart Garcia Ubialli
      Secretária-Geral do FONAJE

      Responder
      1. Andre Fernandes

        Prezado Dr. Paulo,
        Esclareço que na situação apresentada, houve recurso encaminhado à Turma Recursal, tendo esta condenado a parte recorrente ao pagamento de custas e honorários de advogado. Com a remessa dos autos à vara de origem, a parte sucumbente depositou em juízo, tão somente, o valor dos danos e dos honorários, deixando de dar quitação as custas processuais. O Juízo exequente, por sua vez, de oficio, descontou dos valores depositados as custas, obrigando a parte a vencedora a movimentar o processo com a finalidade de executar valores que originalmente seriam de competência do Estado, conforme explicado anteriormente.

        Responder
  14. Thaís

    Boa Tarde, sou acadêmica do curso de direito, e estou realizando meu trabalho de conclusão de curso relacionado ao Enunciado 37 Cível do FONAJE, e gostaria de saber se há possibilidade de me encaminharem os anais referente ao XI Encontro de Vitória/ES, uma vez que seria de suma importância para o meu trabalho, ou então, informações acerca de onde posso encontrar os mesmos.
    Grata.

    Responder
  15. Jorge Fernandes

    Boa tarde,
    Por gentileza, há uma dúvida em relação ao Enunciado 135 (substituiu o Enunciado 47) – a parte que menciona a respeito do acesso da ME e EPP nos Juizados Especiais, em que menciona o seguinte: ” depende da comprovação de sua qualificação tributária atualizada e documento fiscal referente ao negócio jurídico objeto da demanda. O que o Enunciado quer dizer propriamente com a “qualificação tributária” e “documento fiscal”.
    Grato.
    Jorge

    Responder
  16. renata

    Há algum enunciado, ou entendimento a ser enunciado, sobre a quem compete apresentar as certidões de antecedentes no JUIZADO CRIMINAL para fins de concessão da suspensão do processo. O réu, ou o Ministério Público? obrigada.

    Responder
  17. Carlos

    A exemplo das justificativas de alteração de lei, existe algum documento demonstrando a razão para cada um destes enunciados, em especial o de nº 79?

    Responder
  18. Andreia Maria

    Cabe ou não embargos infringentes de decisão de junta recursal cível?
    Qual é o enunciado acerca do tema?
    Grata Andreia

    Responder
  19. João Lucas

    URGENTE!

    prezados, boa tarde.

    Fui citado para comparecer em audiência de conciliação, preciso já oferecer minha contestação? Ou posso requerer nova data de instrução e julgamento?

    Responder
  20. Edson Hirsch

    Boa noite

    Eu estou com a seguinte dúvida, em um processo que a parte vencida tem uma obrigação de pagar e outra de fazer, referente a desbloquear um cartão de crédito, ocorre que a empresa apenas pagou e não desbloqueou, o processo foi arquivado, eu posso pedir o desarquivamento e a execução da multa mesmo tendo passado muito tempo?

    Desde já muito obrigado.

    Responder
  21. Angel

    A dúvida tem sido sobre a incidência da multa do art. 475-J CPC.
    Ocorre que quando consta da sentença de mérito, no dispositivo, o prazo de 15 dias para pagamento espontâneo, por vezes, a parte vencida tem cumprido parcialmente a sentença.
    Assim resta dúvida sobre a incidência da multa de 10% ser sobre o valor total atualizado ou somente incidir pelo remanescente.
    Digamos, há uma condenação em 4.000 de danos morais e uma multa diária de 300,00 x 30 dias inclusa na sentença. No cumprimento de sentença a ré aparece e paga os 4000.
    A condenação era total (4000 + 9000). Passaram-se os 15 dias e apenas 4000 foi depositado.
    No cálculo de liquidação a multa 475-J CPC incide sobre 13.000 ou sobre o restante apenas?

    Responder
  22. Gabriel Martins

    Bom dia
    URGENTE

    Solicito esclarecimento quanto a propositura de uma ação de consignação em pagamento (fato em que o sindico aplica multa condominial, não presente na convenção de condomínio, normas internas ou regimento interno, colocando a multa no mesmo boleto em que se encontra a prestação condominial e se recusando a receber a prestação do condomínio sem o pagamento da multa) por este rito.

    Responder
    1. janice

      Caro Gabriel,
      O FONAJE não é órgão consultivo.
      Contudo, observo que o rito da lei 9.099/95 não admite a ação de consignação em pagamento, uma vez que se trata de procedimento especial. Verificar o enunciado n. 8 do FONAJE que trata sobre o assunto: “As ações cíveis sujeitas aos procedimentos especiais não são admissíveis nos Juizados Especiais ”.
      A propósito:
      RECURSO CÍVEL INOMINADO – AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS – DÍVIDA EM DISCUSSÃO EM CONSIGNAÇÃO DE PAGAMENTO EXTRAJUDICIAL – RITO ESPECIAL – INCOMPATIBILIDADE COM A LEI 9.099/95 – PROCESSO EXTINTO – SENTENÇA MANTIDA – RECURSO DESPROVIDO. O Juizado Especial não possui competência para decidir questões regulamentadas e tidas como procedimentos especiais. (Recurso Cível Inominado nº 2296/2011, 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais/MT, Rel. José Zuquim Nogueira. j. 21.11.2011, unânime, DJe 02.12.2011). RECURSO INOMINADO. CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. PROCEDIMENTO ESPECIAL. INADMISSIBILIDADE NOS JUIZADOS ESPECIAIS. “As Ações cíveis sujeitas aos procedimentos especiais não são admissíveis nos Juizados Especiais” (Enunciado 8, do FONAJE). PROCESSO EXTINTO POR FORÇA DO DISPOSTO NO ART. 51, II, DA LEI Nº 9.099/95. RECURSO PREJUDICADO. (Recurso Inominado nº 2011.400060-6, 4ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais/SC, Rel. Pedro Aujor Furtado Júnior. unânime, DJe 07.06.2011). CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. JUIZADOS ESPECIAIS DA FAZENDA PÚBLICA. CRITÉRIOS NORTEADORES. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. RITO ESPECIAL. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA VARA DE FAZENDA PÚBLICA. A Lei 12.153/09, que instituiu os Juizados Especiais da Fazenda Pública, deve ser interpretada à luz dos princípios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, previstos no art. 1º da Lei 9.099/95, de aplicação subsidiária. Não são compatíveis com os critérios que regem o sistema dos Juizados Especiais as ações que se revestem de complexidade, ainda que sejam de pequeno valor, e aquelas para as quais a lei estabelece procedimento especial, como é o caso da consignação em pagamento. Declarada a competência do Juízo Suscitado. (Processo nº 2011.00.2.014695-0 (536165), 1ª Câmara Cível do TJDFT, Rel. Leila Arlanch. unânime, DJe 23.09.2011).
      Janice G.G. Ubialli
      Secretária- Geral do FONAJE

      Responder
    2. FLORINDA RAMALHO

      Gabriel, a depender do fato gerador da referida multa, ela poderá ser legal, mesmo não constando da convenção.

      Por exemplo, se o fato gerador for o atraso do pagamento do condomínio, o art. 1.336, §1º do Código Civil de 2002, determina que o condômino que atrasar o pagamento do condomínio estará sujeito a juros moratórios, CONVENCIONADOS OU NÃO SENDO PREVISTOS, o equivalente a 1% ao mês, mais MULTA DE ATÉ 2% SOBRE O DÉBITO. Senão, vejamos:

      Art. 1.336. São deveres do condômino:

      I – contribuir para as despesas do condomínio na proporção das suas frações ideais, salvo disposição em contrário na convenção;

      (OBS.: O inciso I refere-se ao Síndico, que poderá ser isento do pagamento da taxa condominial).

      II – não realizar obras que comprometam a segurança da edificação;

      III – não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas;

      IV – dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes.

      § 1o O condômino que não pagar a sua contribuição ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou, não sendo previstos, os de um por cento ao mês e multa de até dois por cento sobre o débito.

      Agora se o fato gerador for por exemplo: criar animais de estimação não proibidos por lei ou som ligado em horário até as 22:00h., ou horário de utilização da área em comum etc., e essas questões não constarem da convenção, poderão ser discutidas na justiça, porém a AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO só podem ser ajuizadas na JUSTIÇA COMUM e vc terá que constituir um advogado.

      Espero ter ajudado.

      Sds.,

      Florinda Ramalho.

      Responder
  23. Franciele Gazzola

    Com o devido respeito, com relação ao Enunciado 135, entende-se “negócio jurídico” uma “execução de título executivo extrajudicial” (nota promissória), onde tem-se um título líquido, certo e exigível? Ao meu ver, tendo-se um título hábil a essa execução e exigir documento fiscal é negar acesso à Justiça as Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte que na maioria das vezes não tem um título de “grande valor” a ser executado, e que por apenas esse motivo já encontram dificuldades em encontrar profissionais interessados em realizar tais execuções. Isso sem mencionar a Jurisprudência latente sobre a autonomia desse título de crédito. Sobre a “qualificação tributária atualizada”, em um caso concreto onde foi citado esse Enunciado, o Ilustre Magistrado não se deu por satisfeito com uma Certidão da Receita Federal e uma Ficha Cadastral Completa da empresa emitida pela Junta Comercial competente. Para um sistema que tem por lema “a celeridade processual”, é no mínimo redundante uma situação dessa.
    Espero que meu comentário sirva para aprimorar futuros encontros de debates. Não quero crer que existam Magistrados que se utilizem destes Enunciados para aumentar a pilha de processos que só cresce no sistema judiciário brasileiro.

    ENUNCIADO 135 (substitui o Enunciado 47) – O acesso da microempresa ou empresa de pequeno porte no sistema dos juizados especiais depende da comprovação de sua qualificação tributária atualizada e documento fiscal referente ao negócio jurídico objeto da demanda. (XXVII Encontro – Palmas/TO).

    Responder
  24. Kleber Alves

    Bom dia.

    Sou amante do direito, e tenho duvida sobre um tema, que mesmo pesquisando sobre o assunto não foi 100% elidida.
    Desta forma gostaria de saber se é obrigatória a presença da parte autora, representada por advogado, em audiência para oitiva de testemunhas por carta precatória. Somente o advogado comparece. Existe alguma consequência?

    Muito Obrigado

    Responder
  25. klebson

    Bom dia!

    Recentemente nosso pais foi invadido pela pratica do Marketing Multinível e após constantes bloqueios , desfalques estes Marketing Multinível sofreram sua derrogada ou bloqueio judicial..
    A minha duvida paira no campo da competência alguns advogados e outros tantos juizados de vários estados entendem que trata-se de uma relação consumerista. Fato que aceitam a competência deste . Entretanto também são inúmeros os magistrados e tribunais que suscitam a incompetência sob a alegação de que trata-se de matéria que demanda complexidade e que os Juizados Especiais Cíveis são
    incompetentes para o conhecimento de ações individuais que ocultem direitos coletivos de ordem
    homogênea.

    Gostaria de saber se há alguma uniformização para dirimir tal controvérsia??

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  26. MÁRCIA RAMOS DE AZEVEDO PEGORARO

    Sobre o Enunciado nº 89, onde diz que o juiz poderá declarar a incompetência territorial de ofício em sede de Juizados Especiais, gostaria de saber se há entendimento de que não pode ser prorrogada a competência em Juizados Especiais, no caso do requerido deixar transcorrer o prazo para suscitá-la, considerando que não se trata de competência absoluta e sim relativa, ou seja, em sede de Juizados não cabe a aplicação do artigo 114 do Código de Processo Civil. Essa seria a minha dúvida!

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  27. jaqueline

    NO JUIZADO CRIMINAL, AS PARTES PODEM SER INTIMADAS PELOS CORREIOS PARA QUE COMPAREÇAM À AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/PRELIMINAR OU SÓ PODE SER POR OFICIAL DE JUSTIÇA?

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  28. marcio queiroz

    ENUNCIADO 144 (Substitui o Enunciado 132) – A multa cominatória não fica limitada ao valor de 40 salários mínimos, embora deva ser razoavelmente fixada pelo Juiz, obedecendo ao valor da obrigação principal, mais perdas e danos, atendidas as condições econômicas do devedor (XXVIII Encontro – Salvador/BA).
    Este enunciado se aplica ao caso dos recalcitrantes que não cumprem ordem judicial mesmo sob pena de multa diária sem apresentar qualquer justificativa em argumentos jurídicos ou fáticos? O STJ entende que se não há nada que impeça o cumprimento da liminar, não há que se falar em redução da multa diária aplicada. Correto?

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  29. Curioso

    Por qual razão o enunciado abaixo ainda existe?

    ENUNCIADO 135 (substitui o Enunciado 47) – O acesso da microempresa ou empresa de pequeno porte no sistema dos juizados especiais depende da comprovação de sua qualificação tributária atualizada e documento fiscal referente ao negócio jurídico objeto da demanda. (XXVII Encontro – Palmas/TO).

    Me expliquem, por favor não consigo entender. O REsp 1094571 / SP, me deixa mais confuso.

    Responder

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